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CURTAS DA PRODUÇÃO DO  “CHAMA VEREQUETE “ 

 -     Com roteiro e direção de Luis Arnaldo Campos e Rogério Parreira, o  curta “CHAMA VEREQUETE “ foi um dos vencedores do Prêmio Estímulo da Prefeitura Municipal de Belém – FUMBEL. A produção que foi adiada devido aos problemas de saúde enfrentados por  Mestre Verequete no segundo semestre de 1999, aconteceu  entre a última semana do mês de abril e a primeira semana  de maio. 

-      Com toda a pré produção realizada ainda no mês de outubro de 99, os trabalhos de produção aconteceram em 20 dias. Foram 06 dias de filmagem em 06 locações que incluíram ruas do Centro Histórico de Belém, Palácio Antonio Lemos, Icoaraci, Casa do Mestre Verequete, Terreiro do Pai Carlinhos, Boite Locomotiva e Outeiro. 

-      Mestre Verequete estava em plena forma, participou da maratona de sets com disposição e extrema simpatia com toda a equipe, sendo acompanhado de perto por sua esposa Cenira, e tendo como Assistente exclusiva a jornalista e produtora SOLANGE CAMPOS. 

-          Indicado por Walter Carvalho ( de Central do Brasil ), a Direção de Fotografia  foi de Marcelo Brasil. Walter,  viria fazer o filme tão logo terminasse de rodar o documentário sobre o arquiteto Oscar Niemeyer,  entretanto,  o arquiteto teve problemas de saúde e o plano de filmagem foi alterado coincidindo com o período de filmagem do “CHAMA VEREQUETE “.

 -    A Direção de Arte que seria inicialmente assinada pelo saudoso  Miloslav, foi assumida pelo Artista Plástico Armando Queirós , revelação do “QUERO SER ANJO “, e que também foi responsável pela Direção de Arte do “MULHERES CHORADEIRAS “e “AÇAÍ COM JABÁ “. 

-   RONALDO FAYAL  foi responsável pela Pesquisa de Época, Figurino e Make Up,  tendo como assistentes CAMILA LIMA E MICHELINE PENAFORT.

-   Forte presença na equipe de Direção foi RUBENS SHINKAI, que trabalhou como 1º Assistente de Direção, mesma função que assumiu no “LENDAS AMAZÔNICAS “ e no  “DIAS “ .

 -  Mais uma vez o Produtor Cultural e de Casting EMANOEL FREITAS mostrou seu bom “ faro “ e competência assumindo a contratação de aproximadamente 200 figurantes entre grupos de folclore como o ASA BRANCA e o SABOR MARAJOARA, além de atores e atrizes paraenses para o elenco de apoio. Vale registrar  a  simpática  e fundamental presença de  ARNALDO ZÚNIGA.

- As cenas de Icoaraci e Outeiro foram inteiramente produzidas por uma dupla nova, mas de extrema competência:  JOÃO INÁCIO e SIMONE MACHADO. Moradores da Ilha, a produção de lá contou com o total apoio da AGÊNCIA DISTRITAL DE ICOARACI e de toda a comunidade. O set foi transformado numa grande festa popular.

- O filme foi rodado com equipamento 35 mm da FUNARTE e revelado no LABOCINE do Rio de Janeiro.

- Por fim, é importante informar que até agora não obtivemos recursos financeiros, por isso, despesas de produção ainda estão pendentes, assim como a previsão segura de finalização dos trabalhos.

 - A Produção Executiva ainda está em “campo” em busca de Recursos, com Certificado da Lei de Municipal de Incentivo a Cultura Tó Teixeira e Guilherme Paraense. Os recursos que poderão ser obtidos através da lei servirão para o pagamento de parte das despesas de produção e finalização.

 - A triste notícia é que Mestre Verequete, maior divulgador do nosso rítmo raiz, o Carimbó, e um dos maiores símbolos vivos de nossa cultura popular, com 86 anos de idade, foi vítima de um derrame cerebral e encontra-se em fase de recuperação. Aqui fica nossos desejos de pronto restabelecimento, pois no lançamento do filme, que esperamos seja breve, teremos o prazer de oferecer-lhe uma grande homenagem, levando ao conhecimento do público em geral a história de vida de uma pessoa de extrema genialidade.

SAÚDE MESTRE VEREQUETE!

 

-  Encerramos esta sessão dando voz ao mestre : “ Tudo o que acontece durante a concepção, a preparação da filmagem ou da montagem, é útil ao filme. Não existem realmente casualidades ou elementos de pouca importância. Tudo é importante. Não há condições ideais para a realização de um filme, ou melhor: as condições são sempre ideais, uma vez que são elas que, definitivamente, permitem fazer o filme tal como é. A doença de uma atriz, que obriga sua substituição; a recusa de um produtor; um acidente que interrompe a filmagem, não são obstáculos, mas os elementos a partir dos quais um filme se faz. O que existe termina sempre por prevalecer sobre o que teria podido existir. Não somente os imprevistos fazem parte da viagem, como são a própria viagem. A única coisa que conta é a disponibilidade interior do autor. Fazer um filme não é tentar adaptar a realidade a idéias  pré-concebidas, é estar pronto a tudo o que possa acontecer.” ( Federico Fellini )

 
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